IECC: nº 60 - 08 de outubro de 2019

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

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Índice

1 Marco Institucional

1.1 MME vai retomar estudos de inventário de hidrelétricas no SE/CO

Buscando alternativas futuras para o equilíbrio entre flexibilidade e segurança na matriz energética, o governo brasileiro anunciou que irá retomar os estudos de inventário das hidrelétricas de médio porte localizadas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde há um potencial de 15 GW para a fonte, informou o Secretário de Planejamento de Desenvolvimento Energético do MME, Reive Barros. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. (Agência CanalEnergia – 27.09.2019)

1.2 PDE 2029 e PNE 2050 serão apresentados pelo governo no dia 10 de dezembro

O governo federal pretende apresentar no dia 10 de dezembro os relatórios consolidados dos novos ciclos dos dois principais estudos de planejamento energético do país, o PDE – com horizonte para 2029 – e o PNE – com foco no longo prazo, em 2050. A data foi confirmada nesta sexta-feira, 27 de setembro, pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. (Agência CanalEnergia – 27.09.2019)

1.3 Comissão aprova isenção de IPI para fonte solar

A CCJ da Câmara aprovou nesta quarta-feira (25/09) proposta que isenta do IPI os equipamentos e componentes de geração elétrica de fonte solar. A isenção, entretanto, somente seria aplicada quando não houver similar nacional. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. (Brasil Energia - 27.09.2019)

1.4 MME lança plano para integrar os setores elétrico e de gás natural

O MME lança nesta quinta (3) um plano de integração dos setores de gás natural e geração de energia. A informação é da secretária adjunta de Petróleo e Gás do ministério, Renata Isfer.  A secretária lembrou que o governo está preparando um leilão para substituir usinas antigas e ineficientes, abastecidas a óleo diesel, com contratos vencendo em 2023. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. (Agência Epbr – 02.10.2019)

2 Regulação

2.1 Bandeira tarifária será amarela em outubro e reduzirá custo extra na conta

A bandeira tarifária de outubro será amarela, com cobrança adicional de R$ 1,50 para cada 100 kWh consumidos. Em nota, a Aneel informou que outubro é um mês de transição entre a estação seca e o início do período chuvoso nas principais bacias hidrográficas do SIN. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. (Valor Econômico – 27.09.2019)

2.2 Subsídios na tarifa de energia alcançará R$ 20,2 bi em 2019, diz Aneel

O total de subsídios pagos pelo consumidor na tarifa de energia em 2019 deverá alcançar R$ 20,2 bilhões, afirmou nesta sexta-feira o diretor-geral da Aneel, André Pepitone. “Temos que buscar eficiência e combater esse subsídio”, disse o diretor. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. (Valor Econômico – 27.09.2019)

3 Empresas

3.1 Perda de valor de elétricas atinge R$ 145 bi

Um novo estudo sobre o retorno do capital investido no setor elétrico indica que as empresas do segmento contabilizaram uma perda de valor acumulado de R$ 145,3 bilhões no período entre 2011 e 2018. O levantamento inédito, feito pela KPMG em parceria com o Instituto Acende Brasil, indicou ainda que, excluindo-se a Eletrobras do cálculo, a perda de valor cai bruscamente para menos da metade, R$ 70,3 bilhões, porém ainda em território negativo. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. (Valor Econômico – 01.10.2019)

3.2 Proposta de Zema prevê venda de Cemig e Copasa

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), já tem definido um pacote de privatizações que será enviado nos próximos dias à Assembleia Legislativa. O governo vai propor a venda da Cemig (uma das maiores empresas de energia elétrica do país), da Gasmig (de distribuição de gás), da Copasa (de saneamento) e da Codemig (companhia que tem a exploração do nióbio como seu principal negócio). Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. (Valor Econômico – 04.10.2019)

4 Leilões

4.1 Habilitados 1.541 projetos para leilão A-6

Estão habilitados 1.541 projetos que totalizam 71.385 MW para participar do próximo leilão A-6, previsto para ser realizado em 18/10. Isso equivale a 84,2% dos 1.829 projetos cadastrados e a 70,9% da potência inscrita (100.874 MW). Eólicas e fotovoltaicas apresentaram os maiores índices de habilitação, considerando a proporção entre capacidade cadastrada e habilitada, com respectivamente 89,6% e 83,1%. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. (Brasil Energia - 02.10.2019)

5 Oferta e Demanda de Energia Elétrica

5.1 Preço da energia sobe 14% no mercado à vista

O preço médio da energia no mercado à vista aumentou 14% para a próxima semana (5 a 11 de outubro de 2019), informou a CCEE. O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) foi fixado em R$ 270,84/MWh para todos os submercados. Justifica a alta a frustração da expectativa de afluências. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. (Agência CanalEnergia, 07.10.2019)

5.2 ONS prevê alta de 2,8% na carga do SIN em outubro

A carga de energia do SIN do Brasil deve avançar 2,8% em outubro ante o mesmo mês do ano passado, projetou o ONS em boletim nesta sexta-feira. Soma do consumo com as perdas na rede, a carga deve avançar mais fortemente Norte (5,5%), enquanto no Sudeste a estimativa é de aumento de 3,5%, e no Sul, de 3,3%, segundo o ONS, que aponta queda de 1,2% no Nordeste. Já as chuvas na região das hidrelétricas do Sudeste, que concentram os maiores reservatórios, devem representar 72% da média histórica no próximo mês. No Nordeste, segundo em reservatórios, elas foram estimadas em 37%, e no Sul, em 46%. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. (Reuters – 27.09.2019)

5.3 Consumo de energia em agosto recua 0,8%, aponta EPE

O consumo de energia elétrica no Brasil em agosto alcançou 38.613 gigawatts-hora (GWh), uma queda de 0,8% ante igual período do ano anterior, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (30) pela EPE. No acumulado do ano até agosto, o consumo (319.039 GWh) cresceu 1,1%, em relação a igual período de 2018. A variação é a mesma (1,1%) na comparação dos últimos 12 meses terminados em agosto com igual período anterior, totalizando 478.392 GWh. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. (Valor Econômico – 30.09.2019)

5.4 Reservatórios hidrelétricos em níveis superiores a 2018

O CMSE concluiu na quarta-feira (02/10) que os armazenamentos dos reservatórios das usinas hidrelétricas do país até setembro atingiram níveis superiores aos verificados em 2018, com exceção do Sul. No entanto, com a precipitação abaixo da média histórica e as avaliações prospectivas apresentadas pelo ONS, foi sinalizada a importância de um acompanhamento permanente das condições de atendimento. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. (Brasil Energia - 03.10.2019)

6 Inovação

6.1 Transporte coletivo é caminho para expansão da mobilidade elétrica

Na visão de parte do mercado o transporte de massa é o caminho que poderia ser percorrido pelo governo para acelerar a expansão da mobilidade elétrica no Brasil. Mobilização que poderia acontecer em estreita parceria com as distribuidoras de eletricidade, responsáveis pelas redes elétricas, cujos investimentos em P&D nessa área estão acelerando, caso, em especial, da EDP Brasil, Copel e da CPFL Energia. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. (Brasil Energia - 27.09.2019)

6.2 Nova geração de baterias deve reduzir preço do veículo elétrico

Uma nova geração de baterias para veículos elétricos está em desenvolvimento e poderá chegar ao mercado em poucos anos. A expectativa é de que esse novo dispositivo, que ainda é alvo de pesquisas, aumente em cerca de cinco vezes a capacidade atual desse que ainda é o componente mais caro dos atuais veículos comercializados em todo o mundo. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. (Agência CanalEnergia – 01.10.2019)

7 Biblioteca Virtual

7.1 Artigo de Abel Holtz e Yuri Schmitke sobre energia gerada a partir de resíduos sólidos

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Abel Holtz e Yuri Schmitke, respectivamente, engenheiro consultor da Agência e presidente da Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos – ABREN, falam sobre a energia gerada a partir de resíduos sólidos e a relevância das usinas WTE para a redução de emissões de gases nocivos. Eles afirmam que “o 5º Relatório do IPCC indica usinas WTE como a melhor forma de mitigação das emissões geradas pelos resíduos sólidos, tendo em vista que reduzem em até 8 vezes as quantidades de emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.” Para ler na íntegra o artigo, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 30.09.2019)

7.2 Artigo ABCM: “Reflexões sobre o mundo energético”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Fernando Luiz Zancan, presidente da  Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), trata do crescimento do uso de carvão mineral como suprimento energético. Ele afirma que, “no Brasil, por um lado somos afortunados por dispormos de todas as fontes de energia e condições para atender a demanda de energia, por outro, temos uma baixa demanda de energia por não crescermos e com isso não atendemos a redução das desigualdades. Precisamos, ter uma visão do desenvolvimento de nossa matriz de energia, olhando os condicionantes de menor impacto ambiental, maior movimentação econômica – impacto sócio econômico regional, menor custo da energia, disponibilidade de energia, previsibilidade de preços e garantia de suprimento no longo prazo.” Para ler na íntegra o artigo, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 30.09.2019)

7.3 Artigo de Guilherme Barros Mattos (Siemens): “Impulsionando uma infraestrutura cada vez mais inteligente”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Guilherme Barros Mattos,  Diretor de Energia Distribuída e Eficiência Energética da Siemens, aborda a temática acerca do consumidor de energia que tem perfil ativo em suas decisões e escolhas e de que forma o setor deve ser estruturar para tal. Ele afirma que “os consumidores, sejam residências, comércio ou indústrias, buscam tradicionalmente três requisitos de consumo inteligente: primeiro, a redução de custos com melhores tarifas; segundo, melhorar a qualidade na entrega de sua energia – reduzindo as falhas e blackouts; e em terceiro, a busca por fontes limpas e renováveis com um apelo de sustentabilidade voltada aos valores de seus negócios.” Para ler na íntegra o artigo, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 30.09.2019)

7.4 Artigo CELA e Bright Strategies sobre impacto das mudanças regulatórias para a geração distribuída

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, André Conceição de Sousa, Camila Ramos e Marília Rabassa, da CELA Clean Energy Latin America, e Bárbara Rúbim da Bright Strategies, falam sobre a convergência de opiniões acerca dos 3d’s do setor elétrico: Descentralizar, descarbonizar e digitalizar, inclusive no avanço da geração distribuída. Eles afirmam que “a geração distribuída vem exatamente em linha com essas tendências. Em 2012 o Brasil deu seu primeiro e certeiro passo em direção ao que certamente será o futuro da energia elétrica, instituindo a Resolução Normativa 482, que rege o Sistema de Compensação de Energia Elétrica, possibilitando que a geração distribuída (GD) nascesse no país”. Para ler na íntegra o artigo, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 30.09.2019)

7.5 Artigo de Marcio Takata (Greener): “Tecnologias de módulos e células fotovoltaicas”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Marcio Takata, diretor da Greener, fala sobre o desenvolvimento e surgimento de novas opções de tecnologia para o setor fotovoltaico. Segundo ele, “embora os módulos de silício policristalino ainda sejam predominantes nas instalações solares fotovoltaicas, empregados em 70% das obras atualmente, há outras opções que estão cada vez mais ganhando espaço no mercado, cada qual com suas vantagens e desvantagens”. Para ler na íntegra o artigo, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 02.10.2019)

7.6 Artigo Abradee: “Modernização do setor elétrico: ordem para o progresso”

Em artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, Marcos Madureira e Marco Delgado, da Abradee tratam da importância da modernização do setor elétrico. Segundo os autores, “o Leviatã (governo) deve estabelecer rígida regulamentação e efetivos instrumentos de punição para evitar que as liberdades individuais inconsequentes e, inclusive, de má-fé prejudiquem os demais.”. Eles concluem que “as palavras de ordem aplicadas ao setor elétrico nesse processo de modernização seriam “alocar adequadamente custos e riscos entre agentes e usuários”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 03.10.2019)

7.7 Artigo de Fernando Giachini Lopes (Instituto Totum) sobre Mercado de biogás

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Fernando Giachini Lopes, presidente do Instituto Totum, aborda a certificação do uso do biogás de acordo com Certificados de Energia Renovável (REC) do mercado de eletricidade. Segundo o autor, “de forma análoga aos RECs, a ideia é rastrear a fonte de biogás ou gás natural renovável e permitir que os consumidores na ponta do gasoduto, por exemplo, possam fazer alegações a respeito do consumo de gás natural renovável ou biogás”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 04.10.2019)

7.8 Entrevista com Paulo Pedrosa: “Estão ilhando São Paulo da abertura do mercado de gás”.

Um dos maiores especialista do setor de energia no País, o ex-secretário executivo do MME Paulo Pedrosa alerta que o modelo que o governo de São Paulo desenha para o mercado de gás natural vai tirar indústrias do Estado por causa do preço mais alto da energia. Pedrosa diz que o conflito entre o velho e o novo faz com que o Brasil tenha uma das contas de energia mais caras apesar do grande potencial energético. “O Brasil é o País da energia barata e da conta cara”, critica. Para ele, o Brasil não pode desperdiçar a chance de abertura do mercado de gás para um ambiente de maior competição. Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 04.10.2019)

Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Pesquisadores: Diogo Salles, Fabiano Lacombe e Rubens Rosental.
Assistentes de pesquisa: Sérgio Silva.

As notícias divulgadas no IECC não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa vinculada ao GESEL do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: iecc@gesel.ie.ufrj.br