IECC: nº 120 - 09 de fevereiro de 2021

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

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Índice

1 Marco Institucional

1.1 Eficiência energética do Brasil cresceu 14% em 14 anos

A EPE lançou na quinta-feira (28/01) o Atlas da Eficiência Energética Brasil 2020 – Relatório de Indicadores. O documento tem por objetivo principal o monitoramento do progresso da eficiência energética no país, através de uma análise de indicadores. O relatório mostra que o Brasil ficou 14% mais eficiente energeticamente entre 2005 e 2019, com 86 de Odex, indicador que apura o progresso da eficiência energética. O estudo fixou 2005 como ano base, com índice de 100, abrangendo, além do país de forma geral, os setores industrial, residencial e transportes. O primeiro capítulo se refere a uma análise mais detalhada da indústria de cimento no Brasil, resultado da cooperação entre EPE, Agência Internacional de Energia (AIE) e o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). O segundo capítulo explora os impactos da crise da pandemia do Covid-19 e medidas relacionadas ao consumo e eficiência energética em diferentes setores econômicos do Brasil.​ (Brasil Energia - 29.01.2021)

1.2 MME aprova Planos de Outorgas de Transmissão 2020

O MME aprovou o Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (POTEE) 2020 – Rede Básica e Demais Instalações de Transmissão (1ª emissão); o Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (POTEE) 2020 – Melhorias de Grande Porte e Reforços para Aumento de Vida Útil (1ª emissão); e o Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (POTEE) 2020 – Reforços de Pequeno Porte (1ª emissão). A pasta ainda determinou que o Departamento de Planejamento Energético promova a divulgação das planilhas eletrônicas que contém a relação das instalações, descrição das ampliações, dos reforços e melhorias, datas de necessidade, bem como a classificação das instalações, no sítio eletrônico do Ministério de Minas e Energia – www.gov.br/mme. Leia aqui. (Brasil Energia - 03.02.2021)

1.3 Governo inclui modernização do setor elétrico entre prioridades

O projeto de lei que trata da modernização do setor elétrico (PLS 232) é uma das prioridades do governo federal no Congresso. A lista foi entregue pelo presidente Jair Bolsonaro na manhã desta quarta-feira, 3, aos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-GO). A proposta de reforma do setor elétrico chegou a ser aprovada na Comissão de Infraestrutura do Senado no ano passado, mas depende do aval do plenário. A análise do texto ficou ainda mais distante após a edição da Medida Provisória 998. O texto já engloba vários assuntos tratados no novo marco do setor, como a redução de subsídios para fontes alternativas de energia. A MP deve ser analisada pelo Senado nesta quinta-feira, 4. (Broadcast Energia - 03.02.2021)

1.4 Governo decide manter usinas térmicas acionadas diante de reservatórios baixos

Com a permanência dos níveis dos reservatórios de hidrelétricas baixos, o governo decidiu manter as usinas termelétricas acionadas e a importação de energia elétrica. A decisão foi tomada pelo CMSE, órgão presidido pelo MME, em reunião realizada ontem, 3. A decisão do órgão deve seguir as diretrizes estabelecidas no início de janeiro, quando o órgão limitou o despacho das térmicas e a compra de energia de outros países até 16,5 mil MW médios. Na ocasião, o MME explicou que a medida privilegia o uso de usinas mais baratas. Segundo a pasta, a decisão visa a "menor degradação dos armazenamentos dos reservatórios". "Diante da permanência dos cenários de afluências críticas, baixos armazenamentos nos reservatórios das usinas hidrelétricas e restrições relativas aos usos múltiplos da água, o CMSE manteve a diretriz de adoção das medidas excepcionais para o devido atendimento à carga", diz em nota. (Broadcast Energia - 04.02.2021)

1.5 Senado aprova MP do setor elétrico

O Senado aprovou nesta quinta-feira (4) a MP que trata de mudanças no setor elétrico, remanejando recursos para a redução do valor das tarifas para consumidores, principalmente os moradores das regiões Norte do país. O texto também estabelece um limite para os subsídios destinados a fontes de energia renováveis - como as energias solares e eólicas - e abre caminho para a conclusão do projeto da usina nuclear Angra 3. O texto da medida provisória prevê repasses de recursos para a chamada CDE. Segundo a medida provisória aprovada, recursos que as empresas de energia deveriam investir em pesquisa, investimento e inovação devem agora ser destinados para a CDE, com o intuito de reduzir as tarifas para os consumidores. (Valor Econômico – 05.02.2021)

2 Regulação

2.1 Conta de luz seguirá com bandeira amarela em fevereiro

A bandeira tarifária das contas de luz permanecerá na cor amarela em fevereiro, informou nesta sexta-feira (29) a Aneel. Com isso, o preço da energia fica em R$ 1,34 para cada 100 quilowatts consumidos por hora. O valor é o mesmo que havia sido estabelecido para janeiro. Segundo a agência, apesar de fevereiro ser um mês tipicamente mais chuvoso, os reservatórios das hidrelétricas seguem em recuperação lenta, o que demanda maior contenção do consumo. "A combinação de reservatórios baixos com a perspectiva de chuvas abaixo da média histórica sinaliza patamar desfavorável de produção de energia pelas hidrelétricas, pressionando os custos relacionados ao GSF", informou a Aneel. (Valor Econômico – 30.01.2021)

2.2 Aneel define cota provisória da CDE de R$ 1,9 bi para fevereiro

A diretoria da Aneel decidiu esperar votação no Senado da MP 998/20, que reduz o custo de subsídios que encarecem a conta de luz, para aprovar o orçamento anual da CDE para 2021. A CDE, segundo a Aneel, é um fundo setorial que tem como objetivo custear diversas políticas públicas do setor elétrico brasileiro. Para não interromper os processos de reajuste tarifário das distribuidoras, a agência definiu o valor de R$ 1,903 bilhão como cota provisória para rateio dos custos do setor em fevereiro. O relator do processo, diretor Sandoval Feitosa, afirmou que há a expectativa de que o texto da MP 998 seja aprovado “em breve” pelo Senado. Segundo ele, o ambiente favorável foi confirmado pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. (Valor Econômico – 02.02.2021)

2.3 Aneel abre tomada de subsídios sobre tarifa branca

A Aneel abriu tomada de subsídios sobre o aprimoramento da análise de resultado regulatório referente à aplicação da tarifa branca. A proposta tem o objetivo de discutir com a sociedade os avanços nos parâmetros de construção da tarifa branca, de modo a dar publicidade e coletar contribuições a respeito dos estudos sobre o impacto da aplicação da modalidade tarifária para as distribuidoras de energia elétrica e para os consumidores. A tarifa branca está disponível para todas as unidades de baixa tensão do país desde janeiro de 2020. Ela reduz o preço da energia utilizada fora do horário de pico. (Brasil Energia - 02.02.2021)

2.4 Prorrogada 3ª fase da consulta que trata do aprimoramento das Regras de Comercialização

A diretoria da ANEEL decidiu prorrogar a 3ª fase da consulta pública que discute alterações nas Regras de Comercialização. A consulta visa a obtenção de subsídios para o aprimoramento dos módulos “Encargos” e “Alocação de Geração Própria – AGP” das Regras de Comercialização, especificamente quanto ao cálculo da geração de uso exclusivo para efeitos de pagamento de encargos. Com a prorrogação, as contribuições podem ser enviadas até 16 de fevereiro de 2021 para o e-mail cp042_2020_fase3@aneel.gov.br ou via protocolo digital da ANEEL, disponível em http://www.aneel.gov.br/protocolo-digital. (Aneel – 02.02.2021)

2.5 Aneel prorroga prazo de consulta pública que trata de regras de transmissão

A Aneel prorrogou o prazo da consulta pública que trata do aperfeiçoamento nas normas do sistema de transmissão. A intenção é receber informações para consolidação das regras que estabelecem a classificação das instalações, as condições de acesso e conexão ao sistema. O novo prazo para envio de contribuições vai até o dia 17 de fevereiro. (Broadcast Energia - 02.02.2021)

3 Empresas

3.1 Ações da Eletrobras disparam com expectativa de privatização

As ações preferenciais da Eletrobras disparam 7%, após, no fim de semana, o presidente Jair Bolsonaro afirmar que entre pautas prioritárias para o Congresso está a privatização da companhia. Também contribui para a expressiva valorização da estatal o anúncio, no final da sexta (29), de que seu conselho de administração aprovou pagamento de dividendos intermediários no valor de R$ 2,29 bilhões. As ações ordinárias da Eletrobras sobem 6,24%. (Folha de São Paulo – 01.02.2021)

3.2 Bolsonaro inclui privatização da Eletrobras em mensagem ao Congresso

O presidente Jair Bolsonaro incluiu a privatização da Eletrobras na mensagem de prioridades legislativas ao Congresso Nacional, divulgada nesta quarta-feira, 3 de fevereiro, no parlamento. A cerimônia também contou com a presença do presidente do STF, Luís Fux, e dos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Na mensagem ao Congresso que trata do PPI, a intenção é que até 2022 a Eletrobras seja desestatizada, assim como a Nuclep. A mensagem cita ainda a realização de três leilões de geração e dois de leilões de transmissão, além da obtenção de licenças ambientais para quatro UHEs. No documento, o governo explica que a política de desestatização tem como preocupação identificar chances de assegurar a adequada prestação de serviços públicos por agentes privados, desonerando o Estado de aportes de recursos públicos. (Agência CanalEnergia – 03.02.2021)

3.3 Petrobras tem queda de 13,4% na geração de energia em 2020

Os 1.756 MW med gerados em 2020 pela Petrobras significaram um recuo de 13,4% na comparação com o ano anterior. De acordo com a empresa, a queda veio em função da baixa atividade econômica do ano. Embora o resultado de 2020 não tenha sido positivo, a geração no quarto trimestre de 3.435 MW med mostra aumento de 315,4% em relação ao terceiro, refletindo a forte demanda térmica causada pela falta de chuvas no período. Na comparação com o quarto trimestre de 2019, o aumento é de 33,9%. Ainda de acordo com a Petrobras, o maior despacho termelétrico influenciou o volume de vendas de gás natural no quarto trimestre, representando um aumento de 33,9% em relação ao terceiro trimestre. O aumento da demanda de gás somado às paradas programadas nos campos do pré-sal, que estavam previstas para o primeiro semestre, mas que foram postergadas em função da Covid-19, resultou em maior importação de GNL e gás boliviano. No ano, a queda nas venda do insumo é de 9,3%. (Agência CanalEnergia – 03.02.2021)

3.4 Pacheco fala sobre privatização da Eletrobrás

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que as propostas sugeridas pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional serão submetidas aos líderes partidários para definição. A declaração foi dada após questionamento sobre a privatização da Eletrobrás. Na lista de prioridades entregues a Pacheco e ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o governo apontou a privatização da estatal, em tramitação na Câmara, e também citou a possibilidade de uma medida provisória para facilitar o processo. (O Estado de São Paulo – 04.02.2021)

4 Leilões

4.1 EPE conclui cadastramento dos projetos para os Leilões A-4 e A-5

Foi concluído, em 01/02/2021, o cadastramento dos projetos para participação nos Leilões de Energia Existente A-4 e A-5 de 2021. Anunciados pelo Ministério de Minas e Energia por meio da Portaria nº 389/2019, alterada pela Portaria MME nº 459/2020, os Leilões estão previstos para serem realizados de forma sequencial em junho de 2021, com participação de empreendimentos termelétricos a gás natural e carvão mineral. (EPE – 02.02.2021)

5 Oferta e Demanda de Energia Elétrica

5.1 CCEE: PLD médio para 05/02 aumenta 4% no Sudeste/Centro-Oeste para R$ 160,38/MWh

O valor médio do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) válido para hoje aumentou 4% em relação a ontem no Sudeste/Centro-Oeste, para R$ 160,38 por megawatt-hora (MWh), informou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Houve aumento também no Nordeste e no Norte, onde o preço médio da energia avançou 7%, ficando nos mesmos R$ 160,38/MWh. No Sul, por outro lado, foi registrada uma queda de 2%, para R$ 140,17/MWh. (Broadcast Energia - 05.02.2021)

5.2 EPE: consumo de eletricidade tem avanço de 2,8% em dezembro

O consumo de eletricidade no Brasil em dezembro de 2020 totalizou 41.884 GWh, representando um aumento de 2,8% em relação ao mesmo mês de 2019. O consumo total de energia elétrica do país foi o maior registrado para o mês de dezembro desde 2004. O consumo foi puxado pelas classes industrial e residencial, com forte crescimento nas regiões Sudeste e Sul. Já, o consumo total em 2020 foi de 474.231 GWh, demonstrando uma queda de 1,6% em relação à 2019 e mantendo a variação apresentada em novembro. A classe industrial (+7,3%) apresentou a maior taxa de crescimento do consumo de eletricidade do ano de 2020 em dezembro e deu continuidade ao aumento do consumo da classe pelo quinto mês consecutivo. (EPE – 29.01.2021)

5.3 ONS: aumento de 1,9% na carga em fevereiro

O NOS espera um crescimento de 1,9% na carga de energia no SIN para fevereiro. Essa é a previsão inicial para o período que foi divulgada nesta sexta-feira, 29 de janeiro, em reunião realizada para apresentar os dados do PMO do mês que vem. Se essa previsão se confirmar representará uma carga de 72.589 MW médios. O destaque está no Sudeste/Centro-Oeste com estimativa de aumento de 2,7%. No Norte está a segunda maior expansão com 1,9%, seguido do Sul com 0,7% e o Nordeste com 0,5%. A previsão de vazões para o próximo mês apresenta uma situação pressionada no SE/CO justamente em período que deveria ter chuvas para a recuperação dos reservatórios. O valor de ENA que é esperado é de 68% da média de longo termo. A previsão de despacho térmico está em 5.876 W médios. O maior volume por inflexibilidade com 4.502 MW médios, ordem de mérito vem com 768 MW médios e outros 606 MW médios por restrição elétrica. (Agência CanalEnergia – 29.01.2021)

5.4 CCEE: projeção é de PLD médio em 2021

A projeção de PLD médio para o submercado Sudeste/ Centro-Oeste para o ano de 2021 é de R$ 96,26/ MWh, com expectativa de R$ 113,02/ MWh para 2022. Em fevereiro, ele deve ficar em R$ 157/ MWh, caindo para o preço mínimo nos meses seguintes e se recuperando a partir de julho. Os dados foram apresentados no encontro PLD, realizado nesta segunda-feira, 1º de fevereiro. O cenário mais otimista, com limite superior, traz um PLD médio de R$ 86,19/ MWh para 2021 e de média de R$ 92,56/ MWh no ano seguinte. No cenário  do limite inferior, mais pessimista, ele fica com valor médio de R$ 147,31/ MWh em 2021 e de R$ 163,18/ MWh em 2022 No submercado Nordeste, a previsão é que o PLD médio fique em R$ 95,96/ MWh e R$ 94,69 para o ano que vem. O cenário otimista traz um preço de R$ 85,88/ MWh em 2021 e de R$ 85,63/ MWh em 2022, enquanto o pessimista traz um PLD de R$ 147 este ano e de R$ 162,06 no ano que vem. O Sul vai ter comportamento similar ao do Sudeste, com projeção média de PLD de R$ 96,06/ MWh este ano e de 113,02/ MWh para o ano que vem. O cenário otimista traz um preço médio de R$ 85,98/ MWh de R$ 92,56/ MWh no ano que vem. O limite inferior projeta um PLD médio de 147,03/ MWh em 2021 e de R$ 163/ MWh em 2022. Já no Norte, a média de preço esse ano fica em 96,07/ MWh e R$ 94,69 para o 2022. O cenário de limite superior traz um PLD médio de 85,99/ MWh para 2021 e de R$ 85,63/ MWh. (Agência CanalEnergia – 02.02.2021)

5.5 Meta de expansão da geração em 2021 é de 4.790,48 MW

A Aneel planeja liberar este ano 4.790,48 MW para entrada em operação comercial. Apenas em janeiro, a fiscalização da Agência liberou 159,67 MW para operação comercial, sendo 135,99 MW (85% do total) em empreendimentos de geração eólica, 17,70 MW (11%) em geração hídrica a partir de pequenas centrais hidrelétricas, e 5,98 MW (4%) provindos de usinas termelétricas. Foram liberados pela Aneel, em janeiro, novas unidades de geração em seis estados, quatro deles na região Nordeste. Destacaram-se o Ceará, com aproximadamente 54,6 MW, e a Bahia, com 33,6 MW. (Aneel – 03.02.2021)

5.6 Capacidade instalada: 78,81% das fontes são sustentáveis

O Brasil inicia 2021 com 174.700,1 MW de potência fiscalizada, de acordo com dados do Sistema de Informações de Geração da Aneel, o SIGA, atualizado diariamente com dados de usinas em operação e de empreendimentos outorgados em fase de construção. Desse total em operação, 74,81% das usinas são impulsionadas por fontes consideradas sustentáveis, com baixa emissão de gases do efeito estufa. (Aneel – 03.02.2021)

5.7 CCEE: Consumo de eletricidade aponta alta de 1,4% em janeiro de 2021

O consumo nacional de eletricidade atingiu 66.261 megawatts médios (MWméd) em janeiro deste ano, crescimento de 1,4% na comparação com igual período de 2020, informou a CCEE em boletim com dados preliminares, divulgado na noite de quarta-feira (3). Em dezembro, o consumo somou 66.191 MW médios. O consumo consolidado no SIN vem se recuperando desde julho 2020, com maiores altas registradas em setembro (4%) e dezembro (4,8%). O mercado livre, ambiente de livre negociação de preços e fornecedores de energia, consumiu 21.160 MW médios em janeiro deste ano, alta de 9,1% - mantendo a trajetória de crescimento iniciada em agosto de 2020. Em dezembro de 2020, o consumo deste mercado registrou 19.401 MW médios. (Broadcast Energia - 04.02.2021)

6 Inovação

6.1 Novo relatório aborda desafios de armazenamento de hidrogênio

O armazenamento em grande escala de hidrogênio é essencial para que a tecnologia realize seu potencial de contribuir significativamente para zerar as emissões líquidas de CO2, de acordo com um novo relatório. O artigo de novas perspectivas define os principais desafios científicos e lacunas de conhecimento no armazenamento de hidrogênio em grande escala em ambientes geológicos porosos. O artigo, de coautoria dos pesquisadores do GEO3BCN-CSIC Juan Alcalde e Ramon Carbonell, publicado na revista Energy and Environmental Science, afirma que aqüíferos salinos e reservatórios de hidrocarbonetos esgotados são as formações geológicas subterrâneas ideais para facilitar o fornecimento de hidrogênio na escala necessária para um futuro de carbono zero. (Renews – 29.01.2021)

6.2 Geração Distribuída cresce 97% em janeiro no Brasil

A Geração Distribuída (GD) cresceu 97% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, chegando a 4,804 GW de potência instalada, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em relação à quantidade de sistemas instalados, houve crescimento de 96% no mês passado, para 391,8 mil unidades. Frente a dezembro, o crescimento foi de 2% tanto na potência instalada, quanto no número de unidades conectadas no sistema de GD. (Broadcast Energia - 02.02.2021)  

7 Biblioteca Virtual

7.1 Artigo GESEL: “Garantia do fornecimento de energia exige expansão de parque gerador”

Em artigo publicado pela Agência BrasilEnergia, Ana Carolina Chaves, pesquisadora do GESEL e do Ineep, fala sobre a expansão do parque gerador em decorrência do aumento da carga do sistema para 2021. A pesquisadora afirma que “a expansão do sistema termoelétrico brasileiro ocorreu em função de um amplo programa de investimentos da Petrobras, principalmente a partir dos anos 2000. No entanto, a estratégia da empresa tem sido vender seus ativos no segmento para outra empresa. E, com a saída da estatal desse segmento, ainda não está clara se uma possível expansão da capacidade de geração a base de térmicas, no longo prazo, terá um número elevado de atores dispostos a cumprir a função da Petrobras. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 04.02.2021)

7.2 Artigo de Frederico Perillo (Way2) sobre Dashboards e Gestão de indicadores

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Frederico Perillo, Product Owner da Way2 Tecnologia, fala sobre o papel que dashboards e relatórios possuem na gestão de informação das empresas. O autor afirma que “em um setor elétrico cada vez mais competitivo, a gestão por indicadores é fundamental. Os benefícios são os mais diversos, desde o acompanhamento contínuo da oferta de geração e faturamento das usinas, até a gestão de indicadores de arrecadação e perdas na distribuição. O segmento de consumidores não fica de fora, muito pelo contrário. Participa cada vez mais ativamente do mercado de energia e aumenta o número de dados gerados, em um fluxo de informações que já é multidirecional.” Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 01.02.2021)

7.3 Artigo de Francisco Loureiro sobre lições aprendidas em 2020

Em artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, Francisco Loureiro comenta sobre as lições aprendidas em 2020, destacando a digitalização, sustentabilidade e inovação. Segundo o autor, nem é possível ainda afirmar que “passada a tormenta” voltamos à normalidade. Os desafios perduram. Em 2021, provavelmente vamos continuar vivendo com a digitalização acelerada; estratégias diferenciadas para reter e fidelizar clientes; negócios cada vez mais sustentáveis em todas as áreas, com a transformação e o refrão da inovação. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 01.02.2021)

7.4 Artigo de Luiz Henrique Lima, TCE-MT, sobre a relação entre o novo presidente dos EUA e o clima

Em artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, Luiz Henrique Lima, conselheiro substituto do TCE-MT, fala sobre as intenções do novo presidente dos EUA, com relação ao clima no mundo. Segundo o autor “um de seus primeiros atos foi determinar o retorno dos Estados Unidos ao Acordo de Paris sobre o Clima. Seu predecessor era uma deprimente marionete da indústria de combustíveis fósseis”. Ainda segundo o autor, “com visão estratégica, o centro de sua política para criação de empregos é a reestruturação da matriz energética norte-americana a partir de fontes renováveis e com menores impactos na emissão de gazes do efeito-estufa. Positivamente influenciado pelos defensores do Green New Deal, a causa ambientalista deixa de ser vista como um estorvo limitador da política econômica para tornar-se um objetivo central e definidor das ações governamentais nos mais diversos setores”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 01.02.2021)

7.5 Artigo de Paulo Toledo (Ecom Energia) sobre implementação do PLD horário

Em artigo publicado na Editora Brasil Energia, Paulo Toledo analisa os impactos da implantação do PLD horário no mercado livre em seus primeiros 30 dias. O autor nota o aumento do valor do PLD em comparação ao previsto pelo Decomp e o maior descolamento de preços entre submercados. Ele conclui que esse primeiro mês mostra que, apesar de refletir melhor a relação custo de operação versus preço, o PLD horário também trará mais volatilidade na formação de preço no mercado. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 02.02.2021)

7.6 Artigo de Umberto de Oliveira (IBDE) sobre gratuidade do uso das faixas de domínio por concessionárias

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Umberto Lucas de Oliveira Filho, membro associado do Instituto Brasileiro de Estudos do Direito da Energia (IBDE), sobre reconhecimento da gratuidade do uso das faixas de domínio de rodovias pelas concessionárias de energia elétrica, para passagem de linhas de transmissão e distribuição. O autor afirma, “ é importante enfatizar mais uma vez que nos contratos de concessão, firmados pela União com diversas distribuidoras de energia, há deferimento de prerrogativas às concessionárias, dentre as quais a de utilizar, durante o prazo de concessão e sem ônus, os terrenos de domínio público, estabelecendo sobre eles estradas, vias ou caminhos de acesso e as servidões que se tornarem necessários à exploração dos serviços concedidos, com sujeição aos regulamentos administrativos”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 02.02.2021)

7.7 Artigo de Luiz Penha sobre segurança de dados

Em artigo publicado pelo jornal O Estado de São Paulo, Luiz Penha fala sobre os maiores aprendizados em segurança de dados para o ano de 2021. Segundo o autor, entre as principais tendências para 2021 está a adoção de uma visão ampla sobre o tema, livre de julgamentos equivocados e que se apoie em uma procura incessante por conhecimento e embasamento técnico. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 03.02.2021)

7.8 Artigo de Joe Miller (Financial Times) sobre a Siemens

Em artigo publicado no Valor Econômico, Joe Miller discorre sobre os elogios que o presidente da Siemens, Joe Kaeser, prestou aos investidores ativistas no momento em que as ações da companhia são negociadas nos maiores patamares de sua história. Diferente da opinião comum observada na Alemanha, Kaeser acredita que deve-se prestar atenção nos ativistas, e afirmou que a possibilidade desses investidores exigirem uma mudança na Siemens agiu como catalisadora de sua própria reestruturação. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 04.02.2021)

7.9 Artigo de Clauber Leite (Idec): “Carvão subsidiado, peça de museu”

Em artigo publicado pela jornal Valor Econômico, Clauber Leite, coordenador do Programa de Energia e Sustentabilidade do Idec, e Donato da Silva Filho, sócio fundador da consultoria Volt Robotics falam sobre o retrocesso por parte do governo em apoiar políticas públicas que sustentam a geração a carvão. Os autores afirmam, “O descomissionamento de usinas térmicas a carvão mineral subsidiado hoje no país poderia proporcionar uma redução de aproximadamente R$ 8 bilhões na conta de luz dos brasileiros até 2028, além de evitar a emissão de 4 milhões toneladas de CO2 por ano na atmosfera, conforme estudo da consultoria Volt Robotics. Além dessa redução das emissões do poluente global, a suspensão negociada das atividades dessas usinas favoreceria a redução da poluição local e regional, tanto em termos de impactos da atividade da mineração do carvão como da emissão de poluentes na sua queima” Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 04.02.2021)

7.10 Artigo de Luiz Fernando Leone Vianna sobre a MP 998

Em artigo publicado na Agência CanalEnergia, Luiz Fernando Leone Vianna, que é CEO da Delta Energia Asset Management, no artigo ele trata sobre os benefícios que a aprovação da MP 998, trata para o setor elétrico de forma geral para o consumidor. Segundo o autor “Se convertida em lei (e, como vimos, precisa ser, com urgência), a MP 998 garantirá que todos os consumidores do País sejam contemplados pelas medidas de alívio tarifários, de forma perene, com custos menores. A redução tarifária será significativa em estados da região Norte em 2021, e, não fossem as suas diretrizes, Roraima e Amazonas teriam tido aumento tarifário expressivos em 2000.” Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 05.02.2021)

7.11 Artigo de Paulo Sehn (ABIAPE) sobre preços horários e a valoração de Potência e Flexibilidade

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Paulo Sehn, diretor de Energia na Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (ABIAPE), fala sobre a entrada do modelo Dessem no cálculo do PLD e os benefícios do preço acompanhar a carga do SIN.  O autor afirma que “o desafio de precificar a potência é justamente a necessidade de identificar o custo da escassez de geração no período de maior demanda. Com preços estabelecidos semanalmente, em três patamares de carga, era difícil. No Dessem, onde se considera a carga líquida horária e restrições de unit commitement de usinas, torna-se possível precificar a escassez de geração no instante de maior carga, bem como distinguir quais usinas estão aptas a fornecer potência quando necessário. Ainda, vale reconhecer a disposição do consumidor em responder ao preço, o que também reduz o requisito Potência e pode ser alcançado com a efetivação da resposta da demanda.” Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 05.02.2021)

Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Pesquisadores: Diogo Salles, Fabiano Lacombe e Rubens Rosental.
Assistentes de pesquisa: Sérgio Silva.

As notícias divulgadas no IECC não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa vinculada ao GESEL do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: iecc@gesel.ie.ufrj.br